Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Há alguns anos havia uma propaganda do governo cujo slogan era: “São Paulo não pode parar”. Não podia, pois agora está parando mesmo. Quem acompanha o noticiário do fim de tarde, não se surpreende mais: “Novo recorde de congestionamento em São Paulo”.           Quem já tentou atravessar a marginal Tietê num horário de pico sabe o que é sofrer. É preciso ter muita paciência para suportar horas de engarrafamento e não surtar.

Estamos presenciando um fenômeno típico de um país que cresce economicamente, sem infra estrutura, sem preparo. As vias por onde os carros transitam hoje, são as mesmas que existiam há trinta anos. Só que o número de carros, aumentou pelo menos umas cem vezes mais.

As pessoas mais pobres que passaram anos assistindo propagandas sobre carros, sonhando com eles, sem poder comprá-los, agora não querem nem saber. Tarde demais. A sociedade

capitalista sustentada no consumo, que se serve da propaganda e do marketing para induzir as pessoas a comprar, agora se vê vítima do seu próprio veneno. Não há lugar para todos nas ruas e o que eles deveriam nos dizer agora era: Parem de comprar carros! Pasmem: Em São Paulo, são emplacados mil carros por dia.

Creio que se houvesse transporte coletivo eficiente como há nos países desenvolvidos, as pessoas deixariam o carro na garagem e andariam de metrô, de ônibus ou de trem. Se houvesse ciclovias, também a bicicleta poderia ser usada como meio de transporte como ocorre na Holanda. Porém a realidade é bem diferente. A política de transportes praticada nos governos passados priorizou o transporte individual em detrimento do coletivo.

Agora, o consenso é que não há saída para o trânsito de São Paulo sem investimento maciço em transporte coletivo (ônibus) e de massa (metrô e trens).

Onde vamos parar? Se algo não for feito com urgência, as ruas de São Paulo se tornarão um imenso estacionamento de carros a céu aberto.

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