Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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O que podemos aprender com essa crise?

Ultimamente o que mais ouvimos falar é em pandemia, álcool em gel, lavagem das mãos e quarentena. O pânico está tomando conta do povo. O Brasil, um país com muita desigualdade social vai sofrer um pouco mais com isso. Uma das medidas para conter o vírus é o isolamento social, mas como isolar pessoas que moram em quartos onde dormem até 10 pessoas? Como isolar moradores de rua que dormem ao relento e já estão isolados de tudo? Nos tempos de crise ocorre um fenômeno curioso: O desespero pela sobrevivência faz com que aflore do ser humano os seus dois lados distintos, ou seja, o egoísmo e a compaixão. O egoísmo está presente nas pessoas que correm aos supermercados comprando tudo o que podem, para montar estoque em casa sem pensar no próximo.

Felizmente podemos ver, também, exemplos de compaixão presentes nas pessoas que se solidarizam com o sofrimento do outro e buscam, de alguma forma, amenizar a sua dor. Em alguns prédios artistas se apresentam de graça para entreter pessoas em quarentena. Em Curitiba uma loja disponibilizou álcool em gel grátis para os clientes. Em muitos condomínios residenciais organizam-se as chamadas correntes do bem, onde moradores estão deixando recado na portaria se oferecendo para fazer compras para pessoas idosas que não podem sair. Existe também o exemplo de moradores de comunidades pobres nas favelas que fazem campanha para arrecadar produtos de higiene e distribuem àqueles que não podem comprar. Aqui em Guarulhos o dono de uma lanchonete resolveu entregar lanches gratuitamente aos trabalhadores da saúde.

A verdade é que o pior ainda está por vir, mas a trajetória de grandes nações que triunfaram foi marcada por catástrofes naturais, perdas, guerras etc. Esses desafios constroem a história de um povo e cria uma identidade. Talvez para nós brasileiros o que estava faltando era justamente isso: Algo que nos unisse em torno de um ideal comum. Temos em nosso inconsciente valores que estão adormecidos e que, sem dúvida, vão despertar. Depois de vencermos essa guerra, nossa história nunca mais será a mesma. Vamos aprender que para cuidar de si mesmo, é preciso cuidar do outro e isso significa zelar pelo bem comum. Ou aprendemos isso agora ou vamos continuar isolados.

 

Romildo R.Almeida

Psicólogo clínico

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