Se os pais se amassem, o divorcio nao viria
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Qual é a verdadeira Utopia?

As estatísticas comprovam que o número de separações de casais está crescendo em todo país. É claro que a emenda constitucional número 66 que vigora há um ano facilitou e impulsionou a decisão daqueles que querem se separar, mas isto não explica totalmente o fenômeno.

No decorrer dos anos a estrutura da família sofreu muitas alterações. Aquela família tradicional, tão bem retratada na bela canção do Pe. Zezinho, Utopia, de fato, já não existe mais.

A canção dizia: “Se os pais se amassem o divórcio não viria…”. Mas o amor, infelizmente ficou restrito e subjugado à dimensão erótica. O amor erótico não resiste às ações do tempo e se corrói tal como o metal em contato com o oxigênio.

No amor erótico o objetivo não é outro senão o bem de si próprio, de forma egoísta. O outro simplesmente não existe a não ser como objeto que satisfaz os desejos, por isso é egoísta.

Ora, se o outro não existe como objeto de amor e sim de desejo, logo ele é uma construção irreal ou uma fantasia e aqui chegamos onde queremos chegar, ou seja: As pessoas fantasiam um relacionamento onde o outro não passa de uma fonte de prazer, de alegria e de felicidade, uma visão puramente infantil do casamento.

Numa dimensão infantil e egoísta, não há lugar para as frustrações. De fato, o que se observa atualmente nas pessoas, de forma geral é uma diminuição do nível de tolerância. Já repararam como ninguém tolera mais nada? Desde a fila do Banco até a espera da luz verde do semáforo, as pessoas estão ansiosas e parecem protestar dizendo: Chega de frustração, chega de esperar, eu quero a minha parte agora! Quero ser feliz, já.

Essas pessoas têm medo de não conseguirem alcançar aquela felicidade tão bem expressa nas imagens dos comerciais de TV. Na telinha as imagens são carregadas de erotismo anunciando de cerveja à carro, todas elas vendendo indiretamente a verdadeira utopia: A promessa de uma felicidade plena, fácil, descartável e sem comprometimento.

Todos nós nos tornamos presas fáceis desse modelo devorador de consciências e sem pedir, ganhamos de presente as justificativas que nos fazem sair de um casamento e ir para outro, sem a menor culpa: Não estava mais feliz, ele ou ela não me completava mais, perdi o prazer, etc.

Como escreveu o Pe.Zezinho, para se construir uma família verdadeira é preciso haver amor entre o casal e esse amor só começa a existir quando a fantasia dá lugar à realidade e nos deparamos com um outro a nossa frente. Temos que aprender a ver o outro como objeto e objetivo do nosso amor e não como fonte responsável pelo nosso prazer.

Se quisermos alcançar a felicidade proposta pelo matrimônio, temos que renunciar às tentações egoístas e se lançar sem medo e sem medida no ideal que Jesus ensinou. Isto não é utopia. Isso se chama amor.

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