Pais ausentes, filhos carentes
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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O pai é a figura masculina com quem aprendemos desde cedo a ter autoconfiança. É aquele em quem deveríamos nos espelhar quando buscamos um exemplo de coragem e ação. Na hora do apuro, nos momentos de fragilidade, de insegurança, deveríamos ter sempre como referência a imagem de um homem decidido, seguro e destemido.

Toda criança, desde pequena precisa ter um misto de temor e admiração, liberdade e respeito pelo seu pai. São esses sentimentos, que misturados, combinados e absorvidos, vão formar o caráter masculino. Nos meninos ele constitui a parte principal que dá forma e identidade contribuindo para que estes possam construir o seu papel na sociedade de forma sadia e madura.

Nas meninas ele representa a parte menor, a parte coadjuvante que complementa o sexo feminino funcionando como contraponto àquela figura delicada, graciosa, acolhedora e dócil que compõe a identidade feminina. São estas qualidades que fazem da mulher um ser competitivo e atuante nas suas relações sociais.

Se imaginássemos uma situação ideal onde o papel masculino e feminino, fossem integrados e absorvidos na medida certa, dentro de uma família ajustada, poderíamos imaginar como conseqüência, o desenvolvimento de um ser humano equilibrado e harmonizado consigo mesmo e com a sociedade.

Mas infelizmente em algumas famílias o pai está ausente por motivos de morte ou separação. Em outros casos, está presente, mas a sua presença é frágil e problemática por motivos diversos que incluem excesso de trabalho, doença, alcoolismo, etc. o que o faz dedicar pouca atenção e responsabilidade na educação dos filhos. Nesses casos ocorre a super exposição da figura materna como uma tentativa de compensar ou substituir ausência do pai.

O que vemos em muitas famílias de hoje, são mães sobrecarregadas que acumulam funções para as quais, naturalmente, não estão habilitadas e isso, evidentemente, provoca situações de conflito no relacionamento com os filhos. É comum ver adolescentes nos consultórios psicológicos reclamarem das mães: Minha mãe é isso, minha mãe é aquilo o que demonstra que algo está errado nessa relação. Onde está o pai?

Creio que a figura masculina dentro da família é imprescindível e por mais que a mãe procure compensar a ausência, não terá êxito.

Existem, porém outros vínculos que podem amenizar essa ausência. Um tio, um padrinho, um amigo ou o próprio avô poderia ocupar parte desse espaço pertencente ao pai. O que não pode é a mãe imaginar que é capaz de educar sozinha e que seu filho não precisa de pai.

Conclusão: se quisermos sonhar com uma sociedade justa e fraterna, temos que lutar para a construção de uma família unida e estruturada nos ideais do amor ensinados por Jesus.

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