Pai-jilo-pai-chuchu
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Primeiramente minha saudação especial a todos aqueles que têm a vocação de ser pai, àqueles que souberam abraçar de corpo e alma esse presente divino e participar da mais nobre experiência de amor que alguém pode ter: Ajudar a gerar e criar um filho, influenciando positivamente no seu desenvolvimento.

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Mas por falar em influenciar, façamos agora a seguinte reflexão: Que tipo de pai somos? Pai jiló ou pai chuchu? Todos sabem que existe uma diferença significativa entre esses dois legumes. Enquanto o chuchu atrai para si o gosto dos outros alimentos, pois não tem sabor próprio, o jiló com o seu gosto marcante interfere e modifica o sabor dos outros alimentos com os quais é preparado.

Da mesma forma, existem pais que se parecem com o chuchu, isto é estão presentes, mas não participam de forma marcante. Não querem correr riscos e, portanto, preferem adotar uma postura passiva. Delegam ou transferem a responsabilidade da educação à esposa ou a outros membros da família.

De fato, com as mudanças sofridas ao longo dos tempos no modelo de família, o pai perdeu aquela autoridade respeitável que tinha em outras épocas e hoje ocupa um papel reduzido limitando-se muitas vezes a ser o provedor que enche os filhos de presentes satisfazendo os seus desejos materiais. Pais assim, que dão tudo e cobram pouco, são pais perfeitos na visão de filhos adolescentes que querem consumir.

Diferentemente, o pai jiló está presente não só fisicamente, mas participa ativamente em todos os estágios do desenvolvimento da criança, passando as suas características de personalidade, os seus valores morais e o seu caráter. Infelizmente esse tipo de pai está fora de moda já que poucos querem pagar o ônus de não ser bem avaliados pelos filhos. Nesse sentido é mais fácil ser chuchu, aquele pai legal que só participa no lazer e nunca diz não.

Sabemos que a criança desde os primeiros meses de vida necessita construir uma relação de confronto com os dois sexos que mais tarde servirá de base na sua relação com outras pessoas. Daí, a importância das figuras do pai e da mãe. O pai de maneira específica representa a realidade e ajuda a romper a ligação fantasiosa entre mãe e filho proporcionando, assim, equilíbrio na relação.

primeiros-passos-do-bebe

Existem diversos estudos de Psicologia que traçam um paralelo entre crianças que cresceram sem a presença da figura masculina e a ocorrência de transtornos psicológicos como dificuldades de aprendizagem, timidez, problemas de identificação sexual, depressão, ansiedade fóbica, complexos de inferioridade entre outros.

Concluindo, está na hora dos genitores masculinos assumirem uma posição mais contundente e proativa na educação dos filhos mesmo que essa postura imponha um sabor um pouco mais amargo na relação. Precisamos ser mais jiló e menos chuchu.

Que este mês dedicado às famílias, seja a oportunidade de refletir seriamente sobre essas questões e aumente a nossa responsabilidade e consciência sobre esse tema tão importante na construção do mundo que queremos.

Saibamos, sobretudo, num momento em que alguns setores da sociedade querem implantar a discussão de gênero nas escolas, que a função do pai na construção de uma família saudável e equilibrada é inquestionável e o papel do pai na vida dos filhos é intransferível.

Romildo R. Almeida
Psicólogo clínico

 

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2 respostas para “Pai Jiló ou pai Chuchu, A importância da figura paterna no desenvolvimento da criança”

  1. Teresinha disse:

    BOA TARDE,ROMILDO! SOU UMA PACIENTE ANTIGA,GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE ESSE PAI CHUCHU,QUANDO SEU FILHO JÁ ATINGIU SEUS 29 ANOS, E O ESTRAGO FOI GRANDE, COMO REVERTER ISSO, TEM COMO?

  2. Teresinha disse:

    Depois de 29 anos, tem como reverter o estrago que um pai chuchu fez na vida do filho?

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