A importancia do pai na formacao da personalidade da crianca
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Toda criança seja ela menina ou menino, tem a necessidade de absorver o caráter masculino normalmente relacionado a agressividade,  aqui colocada como uma função importante no relacionamento do sujeito com o mundo exterior.

A agressividade está relacionada com agilidade, persistência, coragem, determinação, ambição etc. qualidades importantes na relação do indivíduo com o meio.  Da onde a criança importa esses dons? Uma parte é inata, mas outra parte é aprendida através do contato com as pessoas, principalmente dos pais que são os modelos primordiais com quem a criança aprenderá a relacionar-se.

O papel do pai é de suma importância porque é ele o portador e ao mesmo tempo doador natural das características do sexo masculino.  A mulher também as têm, mas nela isso está inconsciente. Por outro lado, a mulher tem um papel fundamental na educação e formação da personalidade. É ela quem transmite à criança, menino ou menina, as características naturais do sexo feminino como delicadeza, compreensão, acolhimento, bondade etc. A criança desde cedo, adquire essas características a partir do vínculo que desenvolve com a figura materna.

Essas duas características distintas se complementam e dão equilíbrio psicológico ao indivíduo. Um indivíduo bem equilibrado em termos psicológicos é aquele que, não obstante esteja bem integrado e ajustado com a sua identidade sexual, possui um pouco das características do sexo oposto. Exemplo: um homem que apesar de ser corajoso, decidido, incisivo e rígido (características do próprio sexo) apresente também certa docilidade, benevolência que são características do sexo feminino.

Do mesmo modo se pensarmos em um modelo equilibrado de mulher, teríamos uma mulher a primeira vista simpática, acolhedora, dócil, gentil, delicada, mas ao mesmo tempo com uma capacidade de reação frente aos obstáculos.

Quando nos deparamos com um homem que apresenta o estereótipo clássico do machão, ou seja, irredutível, violento, impiedoso e aproveitador, estamos diante de um quadro de desequilíbrio onde provavelmente as figuras paterna e materna não foram, por algum motivo, bem absorvidas.

O mesmo acontece quando uma mulher é exageradamente feminina com características de retração, timidez, ingenuidade, dependência,

Jung chamou de Anima e Animus as características que compõem o aspecto feminino e masculino, respectivamente. Segundo ele todo homem possui a Anima que é um arquétipo do inconsciente masculino o que significa dizer que o homem no seu inconsciente é feminino. Dessa forma, um homem essencialmente delicado, dócil e passivo está identificado com a sua anima inconsciente.

Do mesmo modo, segundo Jung, uma mulher com características masculinas está identificada com a imagem masculina que está no seu inconsciente.

Dessa forma, a Anima e o Animus se complementam mutuamente, proporcionando equilíbrio e harmonia ao indivíduo.

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