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“Vinde para um lugar deserto, e descansai um pouco” (Mc 6,31)

 

Existe alguma relação entre estresse e resultado prático dos nossos objetivos? Jesus percebeu essa relação e, por isso, orientou os seus apóstolos a buscarem algum lugar retirado para descansar um pouco. Foi uma decisão inteligente, pois é fato que, quando estamos empenhados em uma tarefa que consome muita energia e não percebemos as nossas necessidades básicas, o nosso trabalho perde a qualidade, além de acarretar problemas de saúde.

Nosso organismo tem limites que precisam ser respeitados. O corpo precisa de repouso para descansar e a nossa mente precisa se recuperar do estresse diário. A atenção às necessidades do corpo e da mente se chama autocuidado e quem desenvolve essa habilidade costuma ter uma saúde melhor, além de alcançar melhores resultados nos seus objetivos. A prática do Mindfulness, nesse aspecto, auxilia muito no dia a dia, aqui eu explico melhor sobre.

A mente opera em dois modos distintos: um é o modo “fazer” e a outra é o modo “ser”.

No modo “Fazer”: agimos de maneira impulsiva, realizando tarefas de forma automática, sem estar presente verdadeiramente. É um modo que economiza tempo, mas acarreta estresse. Quantas pessoas reclamam que não encontram mais prazer nas suas atividades? Certamente, estão sobrecarregadas e trabalham no piloto automático como se fossem robôs. Em casos extremos, pode acarretar até em problemas maiores, como a Ruminação mental. Por outro lado…

No modo “Ser”: trabalhamos de maneira focada e com atenção plena. Estamos conscientes do que estamos fazendo e percebemos as nossas necessidades. Esse é o momento de dar uma parada, a fim de se recompor. De nada adianta fazer um monte de coisas ao mesmo tempo e depois reclamar que não tem tempo pra nada. Temos que aprender a parar de vez em quando e fazer uma autorreflexão na quietude do silêncio, longe de tudo e de todos, para permitir que as coisas se renovem. O Ikigai, é um exercício que vai de encontro ao “Ser”

O conselho dado por Jesus é um alerta para não cairmos na ditadura da produtividade, que prioriza os resultados acima de tudo, nos transformando em máquinas. Não importa qual seja a atividade que vamos realizar: comer, trabalhar, estudar, conversar ou rezar. É preciso estar presente com gentileza, atenção e caridade. Afinal, a vida que realmente importa e que vale a pena ser vivida, é aquela em que estamos plenamente conscientes e livres. Sem dúvida, Deus ali está

Romildo R.Almeida

Psicólogo clínico

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