Biomas
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Precisamos ser altruístas em relação à natureza

O tema da Campanha da fraternidade deste ano é: “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Fiquei interessado em saber o que é um Bioma e descobri que Bioma é o conjunto dos seres vivos de uma área, que pode ser plantas ou animais, portanto Bioma é a própria vida existente na natureza. Aprendi que existem muitos Biomas no mundo e principalmente no Brasil e que esses Biomas estão sendo ameaçados pela ação do homem em nome do progresso e do lucro.

Não precisei de muito tempo para entender que a degradação desses Biomas é uma ameaça às futuras gerações e que é preciso fazer alguma coisa já. Mas daí me veio a indagação: Como convencer o ser humano, naturalmente egoísta, a fazer algo que gerará um benefício num futuro distante no qual ele não estará mais aqui para desfrutar?

A resposta é: Altruísmo. O significado dessa palavra de acordo com o dicionário Aurélio é: “Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo”. Pode-se entender altruísmo como o oposto do egoísmo. A maioria dos cientistas sustenta que o Altruísmo puro e verdadeiro não existe já que o ser humano busca sempre, em primeiro lugar a satisfação dos próprios interesses. Mas atitudes altruístas não só podem, mas devem ser encorajadas.

Lembro-me de um aviso escrito no banheiro de um avião que solicitava: “Como cortesia ao próximo usuário, deixe esta cabine melhor do que a encontrou”. Esse simples aviso teve para mim um efeito motivador no cumprimento da ação, embora eu não soubesse quem seria o próximo usuário e nem ele saberia quem sou eu. Minha ação foi um pequeno exemplo de altruísmo.

Existe um conceito chamado de Egoísmo universal que justifica com bases genéticas o egoísmo humano baseado na sua luta instintiva pela sobrevivência. A frase: “o mundo é dos espertos” que tantas vezes ouvimos, é a expressão popular desse conceito desanimador, diga-se de passagem, se considerarmos a perspectiva do bem comum. Simplesmente não haveria lugar para sentimentos como empatia e compaixão e o futuro do planeta estaria comprometido.

Por outro lado, existem estudos interessantes que reconhecem a base altruísta nas relações humanas. Um desses estudos foi protagonizado pelo psicólogo americano Daniel Batson da Universidade de Kansas que conduziu uma série de experimentos com alguns colaboradores para estudar a existência de motivações altruístas no comportamento humano. Batson concluiu que temos, sim, a capacidade de fazer ações visando o bem dos outros e não para o nosso bem apenas.

A notícia animadora é que não só existe no ser humano a capacidade de fazer o bem sem interesses, mas que essa capacidade pode ser cultivada e aumentada. Existem hoje diversos cursos e retiros com a finalidade de desenvolver sentimentos de empatia e compaixão. Mas de nada adianta o altruísmo se não tivermos um olhar atento para o que está acontecendo ao nosso redor e que vai impactar negativamente o futuro de todos. Definitivamente, para que a terra seja um lugar ideal para se viver, os biomas têm que ser preservados.

Todos, somos parceiros nessa tarefa de guardar o bem e cultivar a criação. Termino esse artigo com aquela lição básica sobre altruísmo que aprendi num simples aviso escrito num banheiro de avião: “Deixe para o próximo um lugar melhor do que aquele que você encontrou”.

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