depressao de Final do Ano
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Feliz natal, isto é uma gravação.

Como sobreviver à síndrome depressiva do Natal e do final de ano?

Quando chega dezembro, muitas pessoas sofrem uma mudança radical no seu equilíbrio psicológico. Algumas se referem a essa época de maneira tão angustiante, que chegam a dizer: Gostaria de dormir no dia 23 de dezembro e só acordar no dia 02 de janeiro do ano seguinte. Essa sonoterapia a faria escapar da loucura e da euforia obrigatória que todos têm que passar e ela acordaria segura e suspirando aliviadamente, “de volta à normalidade”.  Por que isso acontece?

Num mundo alucinante onde as informações que chegam ao nosso consciente, quase não podem ser processadas, vivemos como máquinas programadas para trabalhar e se doar cada vez mais  como escravos de um objetivo imposto pelas empresas e chamado carinhosamente pelo nome de produtividade.

Nossa mente se especializa em valorizar esse objetivo e para evitar sofrimentos, exclui tudo o que é incompatível com isso, nesse caso os sentimentos de fraternidade, amizade e espiritualidade. Em seu lugar passa a figurar um único propósito: atingir metas para conquistar prestígio e ganhos, dos nossos patrões.

Tudo funcionaria bem e em harmonia, mas essa “normalidade” é quebrada por algo chamado Natal. A mudança é brusca e repentina e pega todos de surpresa. O fluxo da nossa energia que até então estava direcionada para o ambiente externo, é convertida para dentro de nós mesmos e somos obrigados a abraçar pessoas, preencher cartões, uma tarefa quase impossível para alguns. Temos que dizer frases que não estão em conformidade com a nossa realidade. A criatividade vai embora e tudo o que conseguimos dizer é: “Feliz Natal e próspero Ano novo”.

A maioria das pessoas usa como defesa a racionalização: Não gosto de natal porque natal é só comércio, só falsidade. Outros se atiram freneticamente às compras ou caem na bebedeira, mas a verdade é uma só: Necessitamos fugir, por isso projetamos fora, um problema que está dentro de nós e não temos coragem de ver.

Qual é a saída? É mudar de atitude, viver o verdadeiro sentido do Natal: Deixar o amor nascer no coração. Precisamos urgente, resgatar a nossa identidade de seres humanos, de filhos de Deus que podem se encantar com a vida, sorrir livremente como crianças, abraçar um amigo e dizer com a autenticidade que vem do coração: Feliz Natal! Isto não é uma gravação.

 

Romildo R.Almeida

Psicólogo clínico e hipnoterapeuta

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