Mães Superprotetoras: Esse Comportamento Pode estar Ligado a Sentimento de Culpa!
Postado em | Escrito por: Romildo Ribeiro de Almeida
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Não é difícil encontrar por aí uma mãe superprotetora, também chamada de mãe leoa. Esse tipo de mãe está sempre pronta a defender o filho mesmo que este não esteja em apuros, pois a lógica desse comportamento é que a criança nunca estará segura se não estiver sob o seu manto protetor. O problema dessa pseudo proteção é que ela pode criar um estado de codependência materna que prejudicará sensivelmente o desenvolvimento da criança podendo lhe causar sérios problemas no futuro.

Muitas das pessoas que, em idade adulta, apresentam quadros de ansiedade, medo e insegurança comprometendo sua capacidade de tomar decisões e tocar sua vida nas esferas afetiva, profissional e social, tiveram como base uma criação em que os genitores, especialmente a mãe, ocuparam um papel demasiadamente protetor na sua educação.

Afinal o que existe por trás desse comportamento aparentemente bonito e louvável de uma mãe para com o seu filho? A resposta aponta para o complexo de culpa. O sentimento de culpa é, sem dúvida, um dos maiores responsáveis pelas nossas crises de consciência e também um dos maiores causadores de sofrimento psíquico.

Desenvolvimento da criança podendo lhe causar sérios problemas no futuro

Quando nos sentimos culpados por algo que fizemos ou deixamos de fazer, a tendência é buscar a reparação da culpa através da supercompensação.

Muitas mães experimentam conflitos no início da gestação que vão desde uma negligência em fazer um pré-natal, desleixo com a própria saúde, tabagismo ou até uma rejeição real da gravidez. Mais tarde, após o nascimento do bebê, desenvolvem um sentimento de culpa e uma necessidade intensa de reparação do possível dano à criança, começando assim, o comportamento compulsivo de superproteger.

Rejeição real da gravidez um perigo para as mães

De modo geral essas mães prejudicam não só os filhos, mas o próprio casamento, pois com tanta dedicação à tarefa materna, acabam esquecendo de si mesmas e também do seu parceiro que dificilmente concordará com tal atitude. A consequência disso, certamente será problemas no relacionamento conjugal.

Autoperdão:

Cometer erros é algo inerente ao ser humano, pois somos imperfeitos. O reconhecimento dessa condição abre a possibilidade do autoperdão que nada mais é do que aceitar a si mesmo ao invés de tentar apagar de forma neurótica as marcas sombrias do nosso passado. Ninguém educa só com palavras bonitas e nem protege com presença física constante. A verdadeira educação é feita de exemplos. Educamos por aquilo que somos de fato e não por aquilo que pretendemos ser.

A importância do Autoperdão para as mães superprotetoras

Largando as máscaras:

Nesta semana dedicada às mães seria interessante se elas pudessem largar as máscaras que mostram uma face idealizada, forjada por sentimentos de culpa ou alimentada por modelos copiados de fora. A verdadeira beleza está em ser você mesma com a sua própria história, construída de erros e acertos, de ganhos e perdas fazendo das cicatrizes, sinais evidentes de alguém que teve a ousadia e a coragem de ser mãe, gerando dentro de si, um ser.

Maria, modelo de mãe, soube se colocar na posição ideal para dar ao seu filho a liberdade que ele necessitava, sem, contudo, ser negligente ou omissa. Nos momentos cruciais da vida de Jesus ela se fez presente com sabedoria e humildade. Vejamos no seu exemplo um parâmetro ideal para guiar nossos caminhos na educação de nossos filhos.

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Uma resposta para “Mães Superprotetoras: Esse Comportamento Pode estar Ligado a Sentimento de Culpa!”

  1. Samantha disse:

    Como sempre maravilhosas suas reflexões!!!

    um abraço,

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